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Ex-presidentes

A proposta de criação de uma entidade nasceu ao término das festividades comemorativas ao 4º Centenário da cidade São Paulo, no início do ano de 1954. Em conseqüência das restrições da Segunda Guerra Mundial impostas aos súditos dos países inimigos do Brasil, até aquele momento, não havia uma entidade que pudesse representar os anseios dos nipo-brasileiros.

Em vista disso, em outubro de 1955, dissolvia-se a Comissão de Colaboração à Comemoração do 4º Centenário de São Paulo; ao mesmo tempo que criava-se a Comissão Preparatória da Fundação da Sociedade Japonesa de São Paulo. Assim, no dia 17 de dezembro de 1955, nascia a Sociedade Paulista de Cultura Japonesa sediada na Avenida Liberdade, 90, 6º andar, tendo como presidente Kiyoshi Yamamoto.

Começam dias de trabalhos intensos. De um lado, a urgência de intensificar uma campanha para trazer associados à entidade e de buscar recursos financeiros; de outro, a necessidade de viabilizar as atividades da Comissão Executiva para Comemoração dos 50 anos de Imigração Japonesa no Brasil (afinal essa comemoração era simbolicamente muito especial naqueles tumultuados anos do pós-guerra).

Passados 60 anos, 12 presidentes se sucederam no comando da entidade. Para cada um deles (incluindo seus companheiros de diretoria), essa liderança representou dias de muita dedicação e esforços na tentativa de concretizar os anseios da comunidade, ou pelo menos, dos associados da entidade.

Essa é a certeza ao acompanhar o breve resumo sobre a gestão de cada presidente que apresentamos a seguir.

Após todos esses anos em atividade, a Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo está em seu 12º presidente, Harumi Arashiro Goya, a primeira mulher a presidir a entidade, eleita em abril de 2015.

Os presidentes que a antecederam foram:

Shiniti Aiba: 6º Presidente (04/1979 até 02/1983)

Shiniti AibaNascido em 17 de fevereiro de 1908, em Hokkaido, emigra com a família em 1930, trabalhando durante dois anos na Colônia Aliança.

Em 1933 muda-se para São Paulo, e em 1934 é convidado pelo presidente Miyasaka para trabalhar na Bratac que acabara de ser criada. Em 1938 foi promovido chefe do Departamento de Contabilidade em São Paulo.

Em 1947 passou a trabalhar no Banco América do Sul, chegando a ocupar a presidência do Conselho Administrativo do Grupo América do Sul e da Seguradora Yasuda América do Sul.

Durante sua gestão, fez campanha para aumentar o número de associados, para que a entidade viesse a ser, de fato, uma instituição representativa da comunidade nipo-brasileira. Conseguiu com que o número de associados chegasse a 5 mil, resultando no incremento financeiro da entidade.

Também se empenhou no projeto do Centro Poli-Esportivo acreditando que, através do esporte, poderiam os nisseis e sanseis reconhecer as atividades do Bunkyo e ser um dos caminhos para formar dirigentes e sucessores de qualidade.

Ele chegou a doar uma área de 100 mil metros quadrados de sua propriedade para transformá-la em parte do capital para a construção desse centro esportivo. Para sua revitalização, dizia, "a colônia devia sempre ter algum grande projeto". Infelizmente, durante sua gestão, por conta da situação delicada da economia brasileira, não foi possível iniciar a construção planejada.

Diretoria

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Guenitiro Nacazawa: 5º Presidente (04/1975 até 03/1979)

Guenitiro NakazawaNascido em 23 de maio de 1907 na província de Kochi, chegou ao Brasil em 1933, três anos após formar-se pelo Departamento de Educação, Língua e Literatura da Universidade de Tokyo.

De 1934 a 1939 dedicou à agricultura na região de Mairiporã (na época Juqueri), ocasião em que dividia a tempo com o ensino na escola de língua japonesa. Em 1939 foi nomeado diretor executivo da Cooperativa Agrícola Juqueri (que a partir de 1954 passou a se chamar Cooperativa Agrícola Sul-Brasil), posto que ocupou até 1973, passando depois para diretor-presidente até 1984, data de seu falecimento.

Em 1954, Nacazawa participou ativamente da organização dos eventos comemorativos ao IV Centenário da cidade de São Paulo e da Comissão Preparatória da fundação do Bunkyo.

Em 1975 quando foi nomeado presidente do Bunkyo, vinha dedicando-se com afinco aos trabalhos assistenciais na comunidade nipo-brasileira: desde a fundação, em 1961 até 1975 ocupou o cargo de presidente da Beneficência Nipo-Brasileira (Enkyo).

Durante sua gestão de quatro anos, executou três grandes projetos: organização da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa, construção do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil e ampliação do Edifício Bunkyo do 4º até o 8º andar.

Diretoria

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Sangoro Nobumitsu: 4º Presidente (04/1971 até 03/1975)

Sangoro NobumitsuNasceu em 8 de agosto de 1908, em Hiroshima.

Trabalhando na empresa Kanebo, desde 1933, Nobumitsu tinha relacionamento com o Brasil por conta do intenso comércio de algodão realizado com vários países de América Latina.

Terminada a Segunda Guerra, em 1954, foi enviado pela matriz para a construção da fábrica Kanebo no Brasil, ocupando posteriormente o cargo de diretor-presidente.

Desde a chegada envolveu-se com as atividades do Bunkyo - foi diretor financeiro durante a gestão de Yamamoto, primeiro diretor na gestão Nakao e primeiro vice-presidente na gestão Miyasaka.

Como presidente da entidade, atuou fortemente na implantação de projetos culturais nas áreas de artes plásticas, música e ikebana. Desde 1970, presidiu a Associação Paulista de Arte Koguei, criando então a Comissão de Arte Koguei, responsável pela organizações de exposições temporárias.

Nessa época, ainda como presidente da Comissão Nikkei de Colaboração com a Comemoração dos 150 anos da Independência do Brasil, promoveu o Festival Internacional de Danças Folclóricas com a presença de grupos representando 11 países, evento que perdura até os dias atuais.

Também, como parte da comemoração, a Exposição Colônia de Artes Plásticas, até então realizada pelo Grupo Seibi, transformou-se num dos eventos da entidade sob o título de "Salão Bunkyo".

Em 1973 criou e passou a presidir uma Comissão destinada a Preservar a Memória da Comunidade Nikkei.

Diretoria

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Kunito Miyasaka: 3º Presidente (03/1965 até 03/1971)

Kunito MiyasakaNascido em 15 de julho de 1889, na província de Nagano, emigrou inicialmente para o Peru, onde lançou o boletim "Andes Jiho", provavelmente o primeiro jornal japonês da América Latina. Retornou ao Japão em 1919.

Em 1927, acatando orientação do governo, foram organizadas as "cooperativas de emigração" nas províncias, criando-se, em 1931, a Confederação das Cooperativas de Emigração para o Ultramar, presidida por Hachisaburo Hirao e tendo Miyasaka como diretor executivo.

Em 1932 chega ao Brasil como diretor executivo da Bratac (Sociedade Colonizadora do Brasil Ltda.), órgão destinado a administrar as colônias Tietê (atual Pereira Barreto), Bastos, Alianças, Três Barras (atual Assaí) que, juntas totalizavam uma área de 80 mil hectares. O papel da Bratac era o de construir as instalações para a implantação das colônias, prestar orientações da parte agrícola e fixar os imigrantes nesses locais.

Em 1937 fundou-se, juntamente com as empresas que operavam no Brasil, um novo empreendimento comercial e industrial, a Empresa Indutrial Nichinan S.A, tendo como presidente Hachisaburo Hirao e como diretor superintendente Miyasaka, que acumulava o cargo de superintendente da Bratac.

Em 1955, juntamente com Kiyoshi Yamamoto, liderou a fundação do Bunkyo, tanto que a proposta oficial de criação dessa entidade leva as assinaturas desses dois líderes. Com a fundação da entidade, Miyasaka ocupou o cargo de presidente do Conselho Deliberativo.

Em 1965, ao ser nomeado presidente do Bunkyo, declarou como seus planos, a constituição de um fundo de 1 milhão de contos para realização de atividades culturais voltadas para a comunidade nikkei, construção do auditório, divulgação da língua japonesa e criação de uma escola modelo.

Em setembro de 1970 foi inaugurado o Grande Auditório.

Diretoria

Leia mais:Kunito Miyasaka: 3º Presidente (03/1965 até 03/1971)

Kumaki Nakao: 2º Presidente (08/1963 até 02/1965)

Kumaki NakaoNascido em 24 de janeiro de 1900, na província de Kumamoto, chegou ao Brasil aos 14 anos de idade, com a família Shigetsugu Sakaue. Formado contador em 1927, fundou, juntamente com Kenkichi Shimomoto e outros companheiros, a Cooperativa Agrícola de Cotia, assumindo o cargo de diretor executivo.

Mais tarde fundou a sua própria empresa, a fábrica de fertilizantes Kanakao Indústria Química S.A. É interessante destacar que ela teria sido a primeira sociedade anônima no âmbito dos imigrantes japoneses e, era conhecida por oferecer uma série de facilidades aos seus funcionários, como pagamento de despesas da escola para os filhos de funcionários, bolsa de estudos para funcionários, construção de alojamento para estudantes, entre outras.

Em 1952, doou recursos para a fundação do Centro de Estudos Nipo-Brasileiros. Em 1955, tornou-se um dos 15 membros líderes da Comissão para Fundação do Bunkyo e, ao ser constituída a entidade, foi escolhido como vice-presidente por indicação do próprio presidente Kiyoshi Yamamoto. Em 1963, com o falecimento deste, Kumaki foi escolhido como seu sucessor.

Durante a sua gestão foi concluída a primeira etapa de construção do Centro Cultural Bunkyo (Edifício Bunkyo). Após deixar a presidência passou a presidir o Conselho Deliberativo da entidade, cargo que ocupou até a sua morte, em 1975.

Diretoria

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