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110 anos: as celebrações religiosas

No domingo, véspera dos110 anos da chegada do navio pioneiro Kasato-Maru trazendo a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil, realizaram-se duas importantes celebrações.

Os Cultos Budistas

O dia iniciou com a Cerimônia Budista em Homenagem aos Imigrantes Japoneses Falecidos, realizada às 8h30 no lreihi – Memorial em Homenagem aos Imigrantes Pioneiros Falecidos, no Parque Ibirapuera (próximo ao portão 10, ao Museu AfroBrasil e Pavilhão Japonês).

Com a presença de representantes das 47 associações de províncias japonesas no Brasil, além dos visitantes do Parque Ibirapuera, foram feitas orações e oferendas de incenso O público ouviu as palavras do bispo Dosho Saikawa e o evento foi organizado pela Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil e Federação das Escolas Budistas do Brasil.

Às 10h30, sob a coordenação da Federação das Escolas Budistas do Brasil, realizou-se no Grande Auditório do Bunkyo o culto budista em memória dos imigrantes japoneses.

Diferente dos anos anteriores, a Comissão para Comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa distribuiu convite junto às escolas budistas, bem como a outras religiões e às diversas entidades nipo-brasileiras. Além disso, foi distribuído aos presentes, um kit contendo bloco de anotações (doado pela Gráfica Mil Folhas), refresco Muppy (doado pela Agronippo), caneta comemorativa dos 110 Anos e um oniguiri (bolinho de arroz).

“O sentimento que tem orientado esta comemoração refere-se à gratidão”, explica Yoshiharu Kikuchi, presidente do Comitê Executivo da Comissão para Comemoração dos 110 anos da Imigração Japonesa. “Por isso, também achamos importante demonstrar nossa gratidão a todos que vieram celebrar conosco essa data”, ressalta, informando que foram providenciados mil kits.

Madrugando para agradecer

Os preparativos do oniguiri foram o mais desafiante: no domingo, começaram às 3 horas da madrugada, quando as senhoras da Catedral Budista Nikkyoji – Honmon Butsuryu Shu do Brasil, localizada no Jardim Vila Mariana, reuniram-se para preparar as primeiras panelas elétricas para cozinhar um total de 50 quilos de arroz Mirokumai, doados pela Azuma Kirin.

Às 6 horas da manhã, a equipe já estava completa – num total de 40 pessoas – e reuniu integrantes dos departamentos de jovens e das senhoras. Organizados em turmas – para embrulhar as colheres com guardanapo, colocar o arroz na embalagem, colocar o (ume) e o gergelim, fechar a embalagem e acomodá-las nas caixas – “o serviço rendeu”, garante Sérgio Uematsu, presidente da Nikkyoji, “depois de uma hora já estava tudo pronto”.

Na realidade, conta o presidente, são voluntários que já estão acostumados aos preparativos de uma série de eventos promovidos pela Nikkyoji e, “desta feita, resolvemos colaborar com a comemoração dos 110 anos da imigração japonesa”.

Terminados os preparativos do oniguiri, foi servido café e pão com mortadela (ou manteiga) antes de dirigirem-se para o culto dominical às 8h.

No Bunkyo, os preparativos dos kits já tinham começado na semana anterior e aguardavam somente os oniguiri.

A celebração em memória dos imigrantes japoneses

“Sempre pense que vai dar certo, que as coisas darão certo”, ensina o presidente do Comitê Executivo, Yoshiharu Kikuchi. “Se acha que não vai dar certo, é melhor não começar”, destaca.

E é com esse espírito que ele deu início à proposta de reunir mil pessoas para a celebração à memória dos imigrantes japoneses, programada para o dia 17 de junho, com início às 10h30, encerrando a tempo para se assistir à estreia do Brasil na Copa Mundial de Futebol.

Prestigiado pelos representantes das organizações do governo japonês, das entidades nipo-brasileiras, o evento contou com a presença de maciça de membros das diferentes escolas budistas, incluindo de templos localizados nas cidades vizinhas.

A novidade comemorativa aos 110 anos foi a participação do cantor Joe Hirata, que interpretou a música-tema “Arigatô Brasil”, contando com a participação do Coral da Federação das Escolas Budistas e do público.

No encerramento, em sua prédica, o bispo Bunsho Obata (Higashi Honganji), após rememorar o sacrifício e a dedicação dos imigrantes japoneses pioneiros, ressaltou “certamente a força deles que nos uniu, aqui, neste momento”.

A celebração contou com a colaboração de: Consulado Geral do Japão em São Paulo, JICA - Agência de Cooperação Internacional do Japão. Beneficência Nipo-Brasileira de São Paulo, Federação das Associações de Províncias do Japão no Brasil, Associação dos Admiradores de Buda Shakyamuni, Aliança Feminina Budista do Brasil, Centro de Chado Urasenke do Brasil, Associação de Ikebana do Brasil, Grupo Miwakai e Grupo Shinzankai, Federação dos Clubes Nipo-Brasileiros de Anciões e Coral da Federação das Escolas Budistas do Brasil.

No dia 18 de junho, a missa e a homenagem da Fiesp

A segunda-feira começou às 9h com a tradicional Missa em Ação de Graças à Memória dos Imigrantes Japoneses Precursores na Igreja São Gonçalo.

Realizada em japonês e português, a celebração foi presidida pelo Pe. Agostinho Nagayama e contou com os padres Marcelo Jordan, Antonio Genivaldo e André Ozaki; oferecida em comemoração pelos 110 anos da imigração japonesa no Brasil.

As orações, realizadas em japonês (cônsul-geral adjunto Akira Kusunoki; Yasuo Yamada, pres. Kenren; Shinji Tsuchiya, vice-pres. da Câmara de Comércio Japonesa, e Yoshiharu Kikuchi, pres. Comitê Executivo dos 110 Anos) e português (Harumi Arashiro Goya, pres. Bunkyo; Akeo Yogui, pres. Enkyo; Yokio Oshiro, pres. Aliança Cultural; Tadayosi Wada, pres. Harmonia Solidária, e Kokei Uehara, pres. honorário do Bunkyo) pediram por justiça e paz; mais atenção aos idosos; por uma sociedade mais humana e justa; para que não haja discriminação entre povos, línguas e religiões; em memória aos falecidos, para que descansem em paz, e para que haja trabalho digno e união na família.

Após a bênção final, a comunidade foi convidada para confraternização, com quitutes preparados pelas senhoras da Seibo Fujinkai da Igreja São Gonçalo.

A Missa em Ação de Graças foi organizada pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social e PANIB - Pastoral Nipo-Brasileira.

Homenagem da Fiesp à comunidade nipo-brasileira

Na Avenida Paulista, fechando o dia, o painel eletrônico da fachada da Fiesp se iluminou com a bandeira do Japão em comemoração ao 18 de junho, Dia Nacional da Imigração Japonesa (Lei 11.142 de 25/07/2005).

Uma homenagem à trajetória dos imigrantes japoneses em nosso país, que hoje abriga a maior comunidade japonesa do mundo (fora do Japão), ao completarmos os 110 anos da chegada do navio Kasato Maru ao Porto de Santos trazendo os pioneiros japoneses.

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