
“Mauá perdeu, nesta segunda-feira (dia 28) um dos nomes ligados à construção de sua história artística”. Esta foi a notícia publicada no portal da Prefeitura Municipal de Mauá lamentando o falecimento do artista plástico e mestre da cerâmica Yasuichi Kojima, aos 92 anos de idade.
A partir da fundação da fábrica Porcelana Kojima, em 1959, as peças de cerâmica utilizadas para comida japonesa (tais como owan, chawan, yunomi, pratos, travessas) ilustradas com motivos tradicionais passaram a ser adotadas por muitas famílias nipo-brasileiras (principalmente em ocasiões festivas) e pelos restaurantes especializados.
Yasuichi Kojima, nascido em 1934, em Tajimi (província de Gifu), formado na Escola de Cerâmica Industrial de Gifu, emigrou ao Brasil em 1953 como técnico de cerâmica.
Com a chegada da família e, 1958, mudou-se para Mauá e montou o primeiro forno de cerâmica em 1959, que funciona até hoje.
Naturalizado brasileiro, estudou com os pintores Manabu Mabe, Yoshiya Takaoka e Iwao Nakajima e, em meados de 1960/70, dedicou-se à produção abstrata. Chegou a expor no Salão Seibi, em 1969.

Mas, deixou a pintura para voltar à produção de cerâmica, e a partir de 2000 retornou aos pinceis, agora com produção figurativa. Participou do Salão Figurativo do Bunkyo, Salão Biten, Grande Salão de Arte Bunkyo e Grande Exposição de Arte Bunkyo.
Yasushi Kojima também era atuante nas atividades artísticas e culturais de Mauá, tendo seu trabalho reconhecido pela Prefeitura local. Assim, o processo de fabricação da arte cerâmica desenvolvido por ele foi tombado como patrimônio cultural de Mauá. Atualmente, a Pinacoteca Municipal mantém os trabalhos de Kojima em seu acervo e registros de parte da trajetória do ceramista.






